Tudo que nós precisamos é de paz e amor!

É bom:
Cerva, blues, rock'n'roll, natureza, paz, tranquilidade e um monte de coisas mais.

O ruim:
Eu evito!

Nei Costa
Todo o conteúdo desse blogue pode ser copiado, claro, com créditos.

Contato
neicosta12@hotmail.com

Data 16.11

Bloggers:
Avery
Vandré
Saraiva
A Bêbada
Sérgio
Tchela
karina
Even Darker

Bárbara
Vítor
Paula
Conce
Tahiana
Edgar
André
Cláudio
Israel
Ismael
Luma
Danilo
Amyr
Luiz
Rah
Maucir
Nanda
Feutmann
Chris
Zanny
Leandro
Salão Cultural
Tatiana
Ciberdissidentes
Pablo Varela
Piadarts

Blogs:
Wire pulling
Eletric Barbarela
Tetipons
Dark angel
Altino Machado

Fotos:
Thiago
Bruno
Carla

Visite:
Folha de Boa Vista
Brasil Norte
Blackbird
Revolution
CharlsP
Você na Mídia

Prestigie:
Observatório
Wank
Ajuda Brasil
Anistia
CIR
Greenpeace
Mata Atlântica
Idec

Fiscalize:
Deputados
Senadores
AL Roraima


Blackbird

Which White Album Song Are You?
brought to you by Quizilla


Passado:


Powered by Blogger Template desenvolvido por Blog Templates

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

Dia de festa VII

Fábio Cavalcante
Repórter e acadêmico de Jornalismo

Tudo resolvido. Este foi o pensamento do exímio detetive inglês, após percorrer as terras de Makunaima, tentando desvendar o mistério de roedores gatunos e pombos promíscuos em uma festa de fim de ano.
E lá estava ele com sua descomunal “jantinha”, em um quarto de um hotel com vista para o mar. E em plena Ilha de Margarita. Naquele recinto fechado, Holmes estava certo de que tirava a sorte grande ao se deleitar em bons momentos de prazer com aquela esguia morena com sangue indígena em suas veias.
Com ares de sadomasoquismo, a moça (nem tanto) algemou o detetive no gradeado da cama. De quebra, vendou-lhe os olhos, pedindo a ele que relaxasse. O inglês, tal como um menino inexperiente, obedeceu a ordem da musa.
Mas a “jantinha” tinha outras intenções. Queria muito mais que realizar fantasias eróticas do homem da Justiça. A garota, com um teor selvagem, deu aquilo que Holmes queria. Afinal de contas, ela também estava um pouquinho sedento de pecado. Pobre homem! Com todo aquele êxtase, não agüentou nem 15 minutos...
Enquanto o homem com sotaque tentava se recompor, a sábia mulher se vestia. Logo, pegou a carteira, com todo o dinheiro e cartões de crédito do homem, as chaves da Pathfinder e foi-se! Caiu no mundo, deixando o outro ali amarrado, aguardando um segundo round...
Na eldorado dos Macuxi, mais um motivo de festa. Nasce o mais novo herdeiro do grande império de Mister Magoo. A comemoração vai ser regrada a muito samba e substâncias etílicas, com uma grande movimentação de jovens espalhafatosas, sodomitas pervertidos e mulheres maduras insaciáveis em busca de jovens inexperientes. Todos, claro, amantes de uma boca livre.
Na grande festa ficarão de fora apenas os servos de Cristo, fugindo da devassidão humana e também focas meigas e esbeltas, que preferem passar a noite de “bitocas” com seus namorados trogloditas.
Longe dali, em algum bar estão três figuras indecorosas: um mineiro fã de Lennon e companhia, um don-juan-dos-banheiros com feições de personagem de animação premiada, e um esportista que é atirador de elite nas horas vagas e impróprias (principalmente nas impróprias).
O trio disputa o lugar mais alto no podium de campeões dos tacos. Logo, as atenções mudam para outro motivo de disputa: uma linda mulher, sorridente e com um pequeno rebento em seu ventre, perto de vir ao mundo. Os três, embasbacados, prontamente começam a lançar seus dardos de conquista. O resultado é bem óbvio: ganha aquele que tem o melhor preparo físico, reservado apenas a atletas...
(Continua)
fabio.cbv@hotmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Acesse o Blog do autor: www.fabiocavalcantebv.blogspot.com.

Postado por Nei Costa, em 9:51 PM
Comentários:

Dia de festa VI

Marco Aurélio
Jornalista

Vida de espião não é fácil. Há alguns meses fui plantado em uma empresa para descobrir os segredos do novo empreendimento que se tornou uma ameaça para o mercado local.
Meus chefes esperavam com ansiedade um dossiê conclusivo que esmiuçasse como funcionava o mecanismo da nova força da comunicação da cidade.
Uma festa de natal era a ocasião ideal. Todos conversam abertamente, falando de planos para o ano que se aproxima. Era a hora. Preparei meu bloco onde discretamente anotaria todos os detalhes.
Ao chegar, percebi que a festa começou bem antes da hora marcada, porque a maioria dos convidados já estava chamando a Rita Cadilac de Rainha da Inglaterra.
Não só os convidados, mas os anfitriões também já contavam quatro onde só tinha dois. Uma senhora elegantemente vestida tentava resolver um dilema: descobrir entre duas garrafas de uísque qual era o legítimo e qual o falso. Tenho quase certeza que na dúvida ela bebeu as duas.
O diretor da empresa tentava me embriagar. Enquanto eu fingia beber um gole de cerveja ele tomava duas latas.
A festa rolava tranquilamente no meio da rua, com os motoristas incomodados com o trânsito bloqueado, xingando as mães dos convidados. A mãe de um rapaz, que esqueceu o presente da senhora elegante, também foi homenageada.
De repente, uma leva de pessoas alegres chegou, jogando plumas e purpurina para todo lado. Pensei: “Será que o interesse dos meus colegas está na parte andrógena dos convidas?”
Aquele que chamam de “estrela” da redação rebolava como uma lagartixa em uma chapa quente, mas foi ao banheiro e voltou fazendo pose de garanhão saciado. Atrás, saiu do mesmo cubículo uma senhora de uns setenta anos com um sorriso de orelha a orelha. Tá certo que mulher é que nem pizza: pode estar fria, passada, faltando ingredientes, mesmo assim ainda dá para encarar, mas não é preciso sair contando para todo mundo. A população de uma pequena região do Brasil entre Normandia, em Roraima, e Nazaré das Cucuias, no Rio Grande do Sul, sabe o que aconteceu naquele pequeno banheiro.
Olhando o que já tinha anotado percebi que não poderia terminar minha missão. Quem ia acreditar que ali, naquele local, com aquelas pessoas, podia funcionar alguma coisa.
Minha credibilidade ia ser questionada. Decidi me livrar das anotações e preservar minha reputação. Procurei o bloco para destruí-lo. Esta não! Esqueci do rapazinho de mão nervosa que afana tudo o que vê pela frente.

Postado por Nei Costa, em 9:49 PM
Comentários:

Dia de Festa V

Deividson Rabello
Acadêmico de Comunicação

Enquanto os agentes da Polícia Federal, do FBI e principalmente da Scotland Yard analisam o rastro do ratinho forasteiro que ataca focas, leões marinhos e tubarões do jornalismo roraimense, o fabuloso Sherlock Holmes promete desvendar o mistério do “banheiro de Natal”.
O fato é que um romântico apaixonado se faz de rogado e esquece de fechar a boca erguendo o queixo caído diante do anjo negro. Holmes já colheu provas suficientes que revelam o que aconteceu antes e depois da festa que Mister Magoo proporcionou aos amigos.
Naquela ocasião um terremoto no Peru fez um banheiro tremer. As testemunhas estavam esperando há algum tempo do lado de fora. Quem estava dentro não percebeu e achou que era coisa da explosão de boas sensações vividas naquele recinto.
Holmes já sabe que foi amor à primeira vista. O sentimento entre a foca profissional e o anjo negro teve o primeiro capítulo numa feijoada promovida por ex-moradores da Cidade Maravilhosa.
O reencontro aconteceu dias antes do Natal. Tudo foi premeditado. Até a história da varejeira e do vinho derramado já tinha sido arquitetada para que ninguém suspeitasse da verdadeira razão que levou os aspirantes de casalzinho vinte ao banheiro.
As provas e os relatos são contundentes, não deixam dúvidas de que um verdadeiro amor nasceu daquela relação. Mas por que esconder um sentimento tão bonito? Este questionamento fez o detetive inglês deixar o frio de seu país e enfrentar o calor do lavrado de Roraima. O motivo: este caso é diferente de todos os que já solucionou.
Entre as provas um bilhetinho encontrado no bolso da calça do anjo negro. Coisas do faro do melhor amigo do Salsicha: o Scooby-Doo. “Amor! Tudo o que eu falar entenda o contrário. Ódio é igual a amor. Inferno a Céu. E Pão que o diabo amassou entenda como chocolatinho da minha vida”, revela o bilhete lido por Holmes.
O mistério do “banheiro de Natal” foi solucionado. Para bom entendedor meia palavra basta. O casalzinho prefere se encontrar em ninhos mais distantes do tal banheiro. Até porque os plantonistas da informação das redondezas (estes são muitos e especializados em falar dos vizinhos e amigos de trabalho) estão de olho nos pombinhos.
Então o detetive já pode embarcar para a Inglaterra. Antes vai à Santa Helena comprar uísques. Tudo com a ajuda da “jantinha”, sem ela, Holmes morreria de fome antes de passar pelas muitas reservas indígenas.

Postado por Nei Costa, em 9:48 PM
Comentários:

Dia de festa IV

Amilcar Júnior
Jornalista

Tudo foi festa no improvisado picadeiro montado no meio da rua. O circo realmente pegou fogo e os palhaços deram o sinal. Só um problema: ninguém acudiu a Bandeira Nacional. Quanta sacanagem!
– Ora bolas! Festa boa é assim, na base do improviso, tá querida? – justificou Justine, quase loira, recalcada, depravada, atrevida e, quando bêbada, valente feito macho. Coitada! A pobrezinha queria, mesmo, encontrar um bom ‘consolo’ para não dormir sozinha naquela fatídica noite.
Muito aéreo, pra lá de Bagdá, mister Magu não sabia se ria, ajeitava os óculos, sonhava alto, bebia uísque ou se preocupava com os ilustres convivas – dois casais corajosos que, sem opção na monótona noite boa-vistense, decidiram assistir à imoral peça dos bichos/personagens da Redação.
Papo vai, papo vem e o álcool a turbinar os mais afoitos. Uma varejeira bateu asas sobre a farta mesa, pousou, arrebitou o traseiro e fez um montinho bem em cima de uma escondida coxinha. A musa do asseio, toda elegante, levantou-se e nem ligou para os assovios. Foi até as guloseimas. Sem perceber a falta de educação do asqueroso inseto, meteu a mão e pegou, justamente, o salgadinho ‘recheado’.
– Delícia de coxinha – elogiou. Depois, deu meia volta e foi ao banheiro lavar as mãos. A noite só começava. Pensou ela: “O salgadinho não chega nem perto da jantinha principal, mais tarde”.
Quando o silêncio tentou aparecer – breve descanso para a imensa barulheira – uma trêmula mão deixou escorregar a taça de cristal. Toalha tingida de vermelho/sangue. Vinho derramado. Cacos ao chão. Nada mais. “Põe na minha conta!”, gritou um magrelo, já entorpecido.
Tudo seguia na santa paz, até aquele maldito e derradeiro gole. Abri o portal do inferno, meu Deus!
Grogue, transbordando de álcool e nicotina, levantei a vista, já embasada, e dei de cara com a sombra do demônio. A morena experiente, disfarçada de anjo negro, me arrastou até as profundezas do inferno. Fez-me gemer, suar no calabouço das orgias, dentro de um apertado e fétido banheiro, sem papel higiênico.
Com profundos e rápidos toques senti o quanto o inferno realmente arde. Não demorou para o vulcão explodir. O rio de lavas desceu. Logo, aquele apertado córrego queimou meus dedos, profanou minha alma. Por pouco, por muito pouco não comi todo o ‘pão que o diabo amassou’. Ao lado de fora, no corredor da morte, um cínico mineiro, com sorriso sarcástico, improvisou um TOC! TOC!
Pela porta, entreaberta, o grisalho só queria, mesmo, testemunhar o insano acasalamento de duas bestas-feras. Não deu flagrante. A cúpula inumana ficou para a próxima. Enquanto isso, lá fora, um desportista fazia jus ao nome. Bola para cima de outra pantera negra. Continua...
Continua...

Postado por Nei Costa, em 9:47 PM
Comentários:

Dia de festa III

Alberto Vilas Boas
Jornalista

Durante o ano são realizadas muitas festas. Batizados, inaugurações, aniversário (cachorro, papagaio, periquito, etc), enfim, tudo é motivo de reunir os amigos para encher a lata. Birita e guloseimas não faltam. Também não faltam bichas, giletes, heterossexuais, metrosexuais, encubados, cachaceiros, gaiatos, penetras, taradinhos e, principalmente, o ratinho. Um dia quero conhecer esse ratinho, que surrupia as coisas alheias. Que coisa feia!!
Os pais dessa pequena criatura não souberam educá-lo. Tapinhas e castigos não existiam no ‘pai dos burros’ (dicionário) dessa família. Mas sei que esse animalzinho está a cada dia mais assanhado. Não pode ver nada quieto que leva para casa. Será que tudo se transforma em fumaça? Bem, se eu fosse ele já teria montado um armarinho. As vítimas estão possessas e querem se vingar. Os ratinhos Chicken Little e Jerry perdem feio para ele. Foi esse ratinho danadinho que passou as táticas para o Tom Cruise no filme Missão Impossível. Ele não deixa pistas. Não conseguimos identificar nem mesmo o sexo do indivíduo.
Nem o FBI, Polícia Federal, CIA, KGB, Mossad, Scotland Yard, Polícia Militar, Corpos de Bombeiros, Polícia Civil e Guarda Municipal conseguiram encontram qualquer rastro do larápio.
Até o momento, o ratinho está quietinho na sua toca. Ele não atua, pelo menos na redondeza, há 20 dias. Quem será a próxima vítima?
Continua...

Postado por Nei Costa, em 9:46 PM
Comentários:

Dia de festa II

Eliane Rocha
Jornalista

E sem se preocuparem com nada vão soltando palavrinhas, nem tão sonoras, mas que ganham tons mais altos depois de umas biritas. Uísques, comprados em Santa Elena de Uiarén, na Venezuela, e trazidos escondidos debaixo do banco traseiro ou da mala do carro, totalmente fora de suspeita da Receita Federal.
Em tempo de festa é assim. A cidade fronteira é o lugar certo pra comprar uísque mais barato, mesmo que seja falsificado. Mas voltamos à festa. Copos passando de mão em mão, risada escrachada: segredos revelados.
Na festa de amigo oculto, além da expectativa pela troca de presentes, alguns aproveitam para se revelar. Na entrega dos mimos têm aqueles que fazem um lindo e demorado discurso com emocionadas referências ao seu tutor.
Tudo vale para agradar (puxar o saco) ou tirar os olhos da platéia, do humilde presente. Carteira porta documentos, blusinha de dez reais, comprada no Barracão da Gente, garfo para macarronada com pegador em formato de falo, comprado no sex shopping, kit Natura masculina de R$ 38,00 (compra fiada e não paga até o fechamento desta edição) e outros presentes que nem valem à pena dar crédito.
Mas tem ainda aqueles – o que seria da festa sem eles – que compraram seus presentes pomposos, nas enfeitadas vitrines da Santiago Marinho, em Margarita. Na volta, uma paradinha na cidade savana para comprar uísques – aquele escondido no banco traseiro do carro.
Mas a melhor parte ainda está por vir: a entrega do presente. Sotaques embriagados da cidade maravilhosa se misturam aos risos da platéia. Ninguém se incomoda. Afinal tudo é festa. Por um momento o silêncio paira no ar. Olhos se voltam ao centro da festa.
“Ah ê. O meu amigo oculto é uma pessoa assim...[soluços interrompem o inebriado discurso]”. O microfone nessas horas é seu porto seguro. “Antes de dizer quem é meu amigo secreto eu quero saber quem pegou meu presente daqui”, intima os presentes.
Até o fechamento desta edição a amiga secreta espera pelo presente. Quem viu disse ser uma linda bolsa-sacola, comprada ao preço de um milhão (bolívares).

Postado por Nei Costa, em 9:45 PM
Comentários:

Dia de festa

Nei Costa
Jornalista

Dia desses resolvi sair da clausura tradicional, inverti roteiro e fui perceber as diferenças entre figuras superficiais e reais. Visualizei situações estranhas, cômicas, chatas, exóticas e excêntricas. Entre risos interiores e escancarados, lampejos de tristeza e de preocupação.
Os dias que antecedem o Natal e o reveillon são férteis. As pessoas passam a estar mais ecléticas e fazem os seus sentidos trabalhar um pouco mais que o tradicional. A comunicação entre elas também aumenta. Os desejos e votos de felicidade, saúde, prosperidade e fartura são unanimidade.
Uma das tradições da época são os famosos amigos secretos, ocultos ou invisíveis. Neles, as pessoas extrapolam mensagens, sugerem fantasias ou simplesmente transmitem seus pensamentos a respeito dos outros, com certo tom de empáfia, ironia, menosprezo, arrogância, amizade, revolta ou outra mensagem qualquer.
E é nessas festas que os mais observadores arquivam tiradas impressionantes. Estes conseguem decifrar os cínicos, os arrogantes, os irônicos, os de amizade sincera e, principalmente, os cômicos, os engraçados, aqueles que não medem palavras, não se importam com a situação e nem com o espaço onde estão. Falam o que querem sem se preocupar com nada.
Continua....

Postado por Nei Costa, em 9:44 PM
Comentários: