Segunda-feira, Outubro 31, 2005
Cultura
Nos últimos meses a população brasileira vem acompanhando uma enxurrada de denúncias de naipes diferentes que deixa qualquer cidadão de cabelos ouriçados. Os jornais, telejornais, programas de rádio e revistas mostram que no Brasil se criou a cultura de levar vantagem e a maioria dos políticos adotou essa conduta como praxe.
O interessante é que os políticos, claro que com algumas exceções, parecem não estar nem um pouco preocupados com o que possa acontecer. A impressão que fica é que eles estão imunes a qualquer ataque, seja da Justiça, seja do eleitor na hora do voto.
Essa introdução é para falar a respeito da relação dos aprovados para receber o Bolsa Escola. O projeto, teoricamente, deveria ser usado para ajudar estudantes carentes e que têm dificuldades para pagar as mensalidades dos cursos que estão fazendo. Era preciso comprovar que o beneficiado carente preenchia todos os requisitos amparados pela lei aprovada na Assembléia Legislativa.
O fato é que depois de aprovado e sancionado o projeto passou a ser usado politicamente. O primeiro erro foi colocar a Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social à frente do ¿negócio¿. A Lei é clara e define que a Secretaria de Educação é a responsável pelo desenvolvimento do projeto. O segundo erro foi a forma de se cadastrar e selecionar as pessoas carentes com direito ao benefício. Conheço pelo menos cinco pessoas que se quer foram visitadas para saber das reais condições financeiras e que tiveram seus nomes rejeitados. Conheço, também, outras que constam na lista e que não precisam de tal benefício.
Acontece que resolveram usar o projeto como instrumento de barganha política. Seria mais ou menos assim: você ganha x bolsas e em troca você me ajuda mais na frente. O Ministério Público Estadual já está investigando o caso e em breve novos fatos virão à tona. Não será surpresa se alguns nomes conhecidos do metier político estiverem envolvidos.
Com mais essa denúncia, fica claro que ¿ninguém¿ teme a Justiça, que ¿ninguém¿ está preocupado com o ético, com o moral, com transparência e com honestidade. Fica claro que o que vale é ganhar, nem que para isso prejudique outros mais necessitados. Mas o pior é saber que nada vai acontecer, que a cultura do ¿toma lá, dá cá¿ impera. Mesmo assim vamos continuar escrevendo, falando e cobrando ações das autoridades responsáveis pela Justiça e daqueles que elegem esses crápulas para o Poder. Está na hora de exigir um basta nessa bandalheira toda.
Quarta-feira, Outubro 12, 2005
De volta
Dias corridos, tensão, estresse e trabalho. Assim está resumida a minha jornada diária nas últimas semanas. O Zhuada ficou em segundo plano, mas não está morto. As tarefas estão sendo concluídas e vão resultar numa série de posts, sendo a principal delas a monografia sobre o processo de recepção nos blogues.
O site Roraima Hoje já está no ar e espero que os blogueiros que costumam visitar o Zhuada possam opinar a respeito dessa nova fonte de informações de Roraima. O site está na sua fase inicial e tem que ser melhorado, principalmente na sua forma de navegação. O Avery sugeriu que procurássemos um especialista em webs, mas optamos por uma solução caseira, fato que nos fará aprender um pouco mais.
A novidade é que estamos tentando colocar um sistema de comentários para que os leitores do site possam deixar suas opiniões. O problema é que temos que filtrar os acessos, pois muitos podem utilizar esse instrumento para denegrir a imagem de pessoas que não têm nada a ver com o conteúdo, ou simplesmente queiram tentar conturbar um trabalho que só tem o objetivo de levar informações isentas e sérias aos leitores.
Gostaria, também, de deixar o convite para que aqueles que queiram escrever artigos ou emitir suas opiniões sobre determinados assuntos, fiquem à vontade e enviem suas crônicas, artigos ou opinião para nossos emails.