Tudo que nós precisamos é de paz e amor!

É bom:
Cerva, blues, rock'n'roll, natureza, paz, tranquilidade e um monte de coisas mais.

O ruim:
Eu evito!

Nei Costa
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Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

Pilantragem
Algumas coisas começam a mudar no cenário político brasileiro. Depois de anos vendo os deputados e senadores recebendo fortunas para fazer de conta que trabalham durante o recesso, parece que a coisa vai tomar outro rumo: eles vão dar um jeito de receber a mesma grana sem que ninguém saiba.

Picaretagem
Durante as crises do mensalão, das CPIs e dos ataques contra a administração do presidente Lula uma coisa me chamou a atenção. Muitos senadores e deputados afirmaram que nunca usaram caixa dois nas suas campanhas políticas. Alguns deles chegaram a divulgar os valores gastos nas campanhas. Eles só se esqueceram de fazer as contas, pois gastaram muito mais na campanha do que iriam ganhar nos quatro ou oito anos de mandato. Alguém paga para trabalhar?

Briga
O governador de Roraima, Ottomar Pinto, conseguiu uma liminar no STF que anula as emendas feitas pelos parlamentares na Lei de Diretrizes Orçamentária dias atrás. A briga entre o Executivo e o Legislativo é por causa de grana. O Judiciário, o TCE, a ALE e o MPE querem mais dinheiro, enquanto que o governador tenta impor o que seus técnicos acreditam ser o justo. A verdade é que não dá para entender para quê tanto dinheiro, principalmente para o Legislativo.

Vitória
O Hamas conseguiu vencer as eleições na Palestina e conquistou a maioria das cadeiras do Parlamento. Israelitas e americanos já estão com as barbas de molho.

Postado por Nei Costa, em 12:59 PM
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Quinta-feira, Janeiro 12, 2006

Tempo de lembrar
Acabo de receber mais uns presentes do meu grande amigo e querido irmão que resolveu ser mais um brasuca na América. Ele me conhece tão bem que não precisa perguntar qual o meu gosto musical, por exemplo. Da primeira vez ele mandou uma caixa com a coleção de Cds da Janis Joplin. Dessa vez ele enviou duas raridades de Jimi Hendrix e três grandes álbuns de Eric Clapton.
Por alguns minutos pensei nas coisas que fiz quando ouvia os sons da Joplin, Hendrix ou Clapton. São as coisas do tempo. Sempre paramos para pensar nele, mas só descobrimos mais a respeito de nós. A diferença é que agora as lembranças ocupam menos tempo, não parecem que ocorreram durante horas, talvez dias.
Nos tempos de adolescência fui ao lançamento, em Sampa, do filme que contava a vida de Janis Joplin. Acho que o nome era "Janis era Assim". A exibição não podia ser num local melhor: cine Metro I da avenida São João. Com vestimentas apropriadas (casacos, calças jens velhas, óculos quebrados e botas de couro) cheguei ao local e me deparei com uma enorme fila. Como o tempo passa e não dá tempo para intervalo e nem tem a tecla pause, fui obrigado a assitir a sessão da meia noite.
Naquele tempo a responsabilidade era mínima. O tempo era usado de todas as formas, principalmente nos intervalos da escola e do trabalho. Durante a madrugada o tempo parece demorar um pouco mais para passar, mas isso é um erro. Ele passa igual ao dia, ou à noite.
O Eniloe, grande e querido irmão, era o cara que tentava mostrar como o tempo podia ser melhor usado. Dava umas dicas fantásticas e me convidava para umas viagens incríveis. Quando faltava a grana, lá estava ele para socorrer. Era o cara que não discriminava, que dava apoio e que conversava. Era meio doido, como eu, completo.
Ah, estava falando do filme da Janis, mas o tempo me fez lembrar de outras coisas e acabei por desviar o assunto porque é tão fácil você se lembrar das coisas, principalmente quando tem tempo para isso. Mas o final do Woodstok, já naquele tempo, me passou a impressão que também era o final de todo aquele grandioso movimento de paz. Nos dois anos seguintes morreram Joplin, Hendrix, Morrison, veio o massacre em Ohio e uma das últimas obras legítimas de protesto composta por Neil Yong.
Mas o tempo é isso. Ele nos faz lembrar dos acontecimentos. Ele é toda a história. Por isso é bom arrumar sempre um tempinho para lembrar.

Postado por Nei Costa, em 8:22 PM
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Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

Tempo passado
Durante um encontro com dois escribas amigos meus na beira de uma piscina para tomar as já tradicionais cervas das sextas-feiras, o assunto foi o passado. Falamos do tempo em fomos valentes (eu e o Edgar Borges. O Luiz Valério era da paz), das brigas, das surras e das vitórias.
O engraçado do papo é que nós relatamos, um para o outro, como aproveitávamos parte do nosso tempo, seja no caminho para a escola de uma pequena cidade no interior da Venezuela, seja nos morros paulistas ou no interior do Ceára. Cada um com sua característica, mas o tempo era usado de formas diferentes. A impressão é que um de nós já pensava no tempo futuro, outro no presente e o outro nem se importava com o tempo que tinha.
Enquanto um vivia uma vida down por uma série de fatores, o outro perdia parte da ingenuidade, correndo riscos desnecessários e o terceiro já procurava arrumar seu tempo, para melhor aproveitá-lo no futuro. O que vivia down, continua meio pra baixo. Busca meios para ocupar seu tempo para tentar esquecer algo que o aflige e provoca uma certa depressão. O que pensava no tempo futuro já pensa em se aposentar e ficar à frente de um micro, escrevendo livros e usufruindo da renda dos imóveis alugados. O terceiro perdeu a ingenuidade, mas esqueceu de organizar-se e hoje corre contra o tempo para tentar ganhar um pouco mais dele sem correr riscos desnecessários.
O que fica claro nesses encontros das sextas-feiras é que ainda temos tempo para falarmos das pessoas, de pessoas e, principalmente, de nós. É bom saber que ainda existem aqueles que você pode dividir seu tempo, que você pode se expressar sem censura e que te faz ganhar tempo. Estou mais jovem!

Postado por Nei Costa, em 12:37 PM
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Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

Tempo bom
Como estou com tempo nos últimos dias, resolvi observar como outras pessoas gastam o seu. Os garotos e garotas gostam de ficar o tempo todo dentro de uma lanhouse (é assim') brincando com jogos, onde, na maioria das vezes, o objetivo é matar o adversário. O tempo que passei escrevendo esse post numa lan foi o suficiente para verificar que eles não se importam muito com o tempo que têm.
Antes de entrar na casa dos computadores, dei uma olhada para o lado e ví alguns caras conversando alto, cada um deles segurando um copo descartável cheio de cachaça. Isso às 8 horas. Eles já estavam perto de Bagdá. Falavam de política, de futebol e religião. Não se importavam nem um pouco com a hora e nem com o tempo. Nublado.
Os garotos e meninas da lanhouse são jovens e devem pensar como pensava há 30 anos. Naquele tempo o tempo demorava para passar. Férias e o Natal sempre estavam muito longe. O dia deles demora 48 horas e o mês 60 dias.
Já os caras do botequim nem sabem que dia é hoje, menos ainda que horas são. Eles estão alheios ao tempo e pessoas. Não se importam se são 8 ou 20 horas, se chove ou faz sol. O dia deles tem 86 ou 51 horas. Se estão acordados não sabem se é noite ou dia.

Postado por Nei Costa, em 1:04 PM
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Terça-feira, Janeiro 03, 2006

Tempo
Dias atrás estava assistindo a um programa de tv e um dos entrevistados falava de tempo. Dizia que estamos tão preocupados com a marcação, por meio dos relógios, que acabamos não usando o tempo de uma forma mais sensata e correta. Ele disse que a natureza não define minutos, horas ou segundo do tempo que ela tem.
De uma certa forma estamos vivendo marcando o tempo. Ou estamos atrasados ou adiantados. Talvez britânicos, sempre na hora certa. Temos hora para começar a trabalhar, para almoçar, para jantar e para se divertir. Temos hora para pensar (todas), para ficar com os filhos e para estudar. Dizem que a marcação do tempo foi uma invenção daqueles que queriam dar um sentido de ordem para a humanidade. Queriam ditar regras, definir horários. Queriam manter as pessoas sob controle e nada melhor que o tempo para isso.
A cada final ou início de ano as pessoas falam muito de tempo. Os símbolos das datas são fortes e fazem uma certa revolução psicológica na cabeça das pessoas. No dia 31 de dezembro a maioria faz pedidos, abraça quem está perto, afirma que no ano novo as coisas vão mudar e, normalmente, pedem saúde, paz, amor, prosperidade e dinheiro.
O dia 31 passa, vem o primeiro, o segundo, o terceiro dia, mas nada aconteceu. Vem o 365º e nada mudou. Alguns alcançam o sucesso, a saúde desejada, a riqueza prentendida. Mas a maioria continua lutando para dar educação para os filhos, para colocar comida nos pratos, enfim, lutando para viver. É assim mesmo. O tempo passa, mas nunca envelhece (qual música?).

Postado por Nei Costa, em 1:13 PM
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