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Nei Costa
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Quinta-feira, Maio 31, 2007

Quem paga a conta
Mais uma vez a Polícia Federal está colocando em xeque políticos, empresários, ministros e até membros do Judiciário. As denúncias são muitas e deixam qualquer cidadão comum convicto de que a corrupção impera no Brasil, mas que a impunidade ainda se sobressai.
No caso específico da Operação Navalha, muitos deputados e senadores não querem que se instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito porque sabem que seus nomes podem ser relacionados às falcatruas. Exemplo mais claro é o do senador Agripino Maia (DEM-RN). Ele foi um dos maiores defensores da CPI do Apagão e agora afirma que não é necessário criar mais uma, pois a Polícia Federal e o Ministério Público estão fazendo o seu trabalho.
Os deputados e senadores querem distância de uma CPI das empreiteiras, pois sabem que muitos deles vão estar envolvidos. Em Roraima existem casos que precisam ser esclarecidos, como o da construção de aeroporto, vendas de mudas e pavimentação de estradas, entre outros.
A população do Brasil só vai ficar satisfeita quando houver punições rigorosas para os que cometem crimes do colarinho branco. Nos últimos anos, talvez décadas, foram dezenas as denúncias, mas são poucas as informações de devolução de dinheiro ou prisão para os envolvidos.
O problema é que se faz carnaval com as denúncias e depois de alguns meses mais nada se fala ou acontece. Foi assim com os anões do Orçamento, com o Mensalão, com a Operação Furacão, Praga do Egito e agora com a Navalha. No final fica apenas uma pergunta: quem paga por tanto roubo?

Postado por Nei Costa, em 10:58 AM
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Invasões
A indústria da invasão voltou a ser tema de discussões nas mais diversos setores da sociedade roraimense. No político, vereadores estão atuando em duas frentes: uma no Conjunto Cidadão e outra no recém criado bairro São Bento, antiga invasão denominada Brigadeiro.
Debates desse tipo são importantes e servem para mostrar que nem a sociedade e nem os políticos parecem preparados para enfrentar um problema sério de frente. Invasão, de acordo com o Dicionário Aurélio significa: entrar à força ou hostilmente em; ocupar à força; conquistar; dominar, tomar; apoderar-se violentamente de; usurpar. Resumindo: é crime.
Se é crime, porque não está sendo tratado como tal? Sabemos que a maioria das invasões são orquestradas por pessoas que não estão preocupadas em dar melhores condições de vida para a população sem teto. Elas promovem as invasões e em seguida vendem os lotes. Também incentivam os humildes e inocentes a protestar e exigir melhorias estruturais das autoridades públicas.
No caso específico do Brigadeiro, todos sabem que a área é de risco, que encontra-se próxima da lagoa de estabilização da Caer e da antiga lixeira pública de Boa Vista. Sendo assim, problemas de saúde vão acometer os moradores que terão que buscar ações dos poderes públicos.
As ocupações ilegais só continuam a acontecer, porque quem as faz sabe que vai ganhar guarida de alguns que buscam dividendos políticos. Seria melhor que se fizesse um levantamento do número de pessoas que está sem teto, para saber como poderiam ser acomodados em conjuntos habitacionais construídos pelo poder público, com financiamento das instituições financeiras. O que não pode e não deve continuar acontecendo, é a fomentação da indústria da invasão.

Postado por Nei Costa, em 10:56 AM
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Trânsito louco
Um dos mais graves problemas enfrentados pelas autoridades que cuidam do trânsito em Boa Vista é a embriaguez. Quase todos os dias são registrados acidentes envolvendo pessoas que ingeriram bebida alcoólica e que acabam colocando em risco a vida de pessoas que nem sequer gostam de bebidas.
Há algumas semanas o Departamento de Trânsito de Roraima anunciou que um aparelho para medir a quantidade de álcool ingerida por motoristas seria usado com mais freqüências em vários pontos da capital, principalmente naqueles onde são registrados o maior número de acidentes.
Essa é uma medida que pode surtir efeito, se for usada com rigor. Outra ação que pode diminuir o número de acidente em Boa Vista é uma melhor fiscalização nos veículos e nas habilitações. Muitos estão com seus documentos vencidos e outros estão com seus carros em péssimas condições de tráfego.
Já aqueles que têm carro e dirigem pelas ruas de Boa Vista devem começar a se conscientizar que a prudência é o melhor antídoto contra aqueles que pensam que carro e bebida são uma combinação infalível.
Mas as ocorrências continuam a acontecer e isso, também, é fruto da impunidade. Muitos motoristas são pegos em flagrante e nada acontece. Dias depois voltam a cometer o mesmo tipo de delito. É preciso que as autoridades dêem exemplo. E isso só vai refletir na cabeça de quem dirige, quando esse exemplo for bem difundido.

Postado por Nei Costa, em 10:55 AM
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